JORNAL AMANHÃ
Economia | Negócios
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O peso do sul no pré-sal
Que o sul tem muito a ganhar com a exploração do pré-sal, todo mundo sabe. Mas como a região pode pleitear uma fatia mais generosa no bolo dos royalties do novo petróleo brasileiro? É sobre isso que fala Henry Quaresma, diretor da Fiesc
Por: Marcos Graciani / Redação de AMANHÃ
Não são poucas as incertezas que rondam a definição do marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal. Enquanto o projeto de lei encaminhado pelo governo federal ao Congresso não é aprovado - o que pode acontecer só no próximo ano -, alguns estados começam a se mobilizar na busca por fatias maiores no rateio dos royalties, hoje concentrados nos Estados produtores, com destaque para o Rio de Janeiro. A região sul, porém, ainda está à margem da partilha, como revela um estudo divulgado há pouco mais de um mês pela Federação das Indústrias catarinenses (Fiesc). No ano passado, por exemplo, a União distribuiu R$ 22 bilhões em royalties oriundos da exploração do petróleo. Desse total, apenas 0,6% foi para os estados do sul.
Na semana passada, a Fiesc complementou o estudo, apontando negócios que estarão direta ou indiretamente relacionados à exploração do pré-sal. Para entender que tipos de negócios são esses, o Portal AMANHÃ conversou com Henry Quaresma, diretor de relações industriais e institucionais da Fiesc, que falou ainda sobre a morosidade dos governos estaduais em pressionar o Executivo na questão da partilha dos royalties. Veja a entrevista:
Portal AMANHÃ - Como a região sul pode se beneficiar da exploração de petróleo na camada pré-sal?
Henry Quaresma - O aumento da exploração de petróleo e gás vai mexer com os mais diferentes setores. Esta fase inicial vai abrir muitas oportunidades de trabalho, que vão desde serviços e estruturas básicas para navios e plataformas até a parte mais refinada da indústria, que envolve eletrônica, computação etc. Depois, claro, outros setores também vão se beneficiar. Neste segundo momento, entra a cadeia têxtil, que vai fornecer uniformes para o pessoal dos estaleiros, por exemplo. O segmento de alimentação terá de crescer, assim como a indústria moveleira, já que os navios têm muito de mobiliário, geralmente. O espectro é grande. De indústria, podemos destacar a fabricação de peças para motores, turbinas, compressores, bombas, aço, solda, queimadores, reatores, separadores de água e óleo, entre outras. Tem ainda a parte de serviços de engenharia, que dá suporte para isso tudo. Inicialmente, podemos falar nestes segmentos.
Portal AMANHÃ - E o setor de refinarias?
Quaresma - Na minha visão de engenheiro químico, as refinarias vão se desenvolver bastante nos próximos 15 anos. Pelo simples fato que teremos muito petróleo bruto - logo, será preciso haver refino. Existe um campo de oportunidades para novas refinarias e para o setor petroquímico como um todo. É claro que esse cenário vai depender de condições políticas e, especialmente, da confirmação de que as reservas de petróleo são tão grandes quanto andam falando. Estamos vivendo a formação de um novo cluster no Brasil: indústria naval vinculada à indústria de petróleo e gás. Por causa deste novo cenário, a Fiesc está estruturando um programa que tem como objetivo atender melhor as demandas que estão por vir. Trata-se do GasPet, que atualmente reúne apenas fornecedores da indústria de gás e petróleo. Estamos reformulando o programa para incluir uma parte voltada à indústria de peças para o setor naval. Queremos fazer com que outros segmentos também possam se beneficiar. O empresário geralmente não sabe que um parafuso feito para a porta de um carro pode servir para uma porta de navio, por exemplo. Basta fazer uma adaptação.
Portal AMANHÃ - Como desenvolver um parque industrial em uma região que ainda se recente de problemas de infraestrutura logística básica?
Quaresma - É uma questão a ser pensada. Temos alertado os governos estaduais sobre necessidade de melhorar a infraestrutura. Estamos pedindo incentivos para este "novo setor" [indústria naval, petróleo e gás]. Mas, como o assunto é muito recente, tudo ainda está em fase embrionária. Queremos reforçar o segmento por meio do novo GasPet. De nossa parte, o Senai está se preparando para atender as demandas dos estaleiros. Para isso, já começa a oferecer novos cursos de capacitação profissional para o segmento.
Portal AMANHÃ - Outra discussão que tem repercutido bastante diz respeito à divisão dos royalties...
Quaresma - Sim, trata-se de um ponto bem critico. Defendemos o projeto da senadora Ideli Salvatti (PT-SC). O que ela propõe, na verdade, é uma mudança no critério da divisão. A principal alteração está no pedido para que os royalties sejam pagos aos municípios. Com o pré-sal, a participação das cidades catarinenses ficaria maior, já que de Florianópolis até o sul do Paraná há uma camada menor de sal. Teoricamente, seria mais fácil começar a exploração por ali.
Portal AMANHÃ - O que mais dificulta este debate em torno dos royalties?
Quaresma - Estados como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo querem manter o processo da maneira como está. Além disso, pode se notar ausência de governadores que poderiam brigar por estes royalties. Agora, eles querem que se dividam os valores entre todos os Estados, o que era o projeto original.
Portal AMANHÃ - Qual seria o percentual ideal para Santa Catarina?
Quaresma - Não vou entrar no detalhe do que poderia ser ideal. O importante é dizer que, mudando legislação dos royalties, os municípios poderão receber e os Estados ganharão mais. É um assunto complexo e que ainda vai gerar muita discussão.
Portal AMANHÃ - As federações das indústrias de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão suficientemente articuladas para defender os interesses da região?
Quaresma - Profundamente, não. Mas temos tratado do assunto. Tivemos uma reunião entre as três federações cerca de um mês atrás. É um debate que tem este "rolo compressor" do governo federal com a nova empresa que será criada, além de outras questões paralelas que estão surgindo. Acho que tem de ter um trabalho mais forte dos governos dos estados do sul, pois o momento é de articulação. No fim, será ótimo economicamente para a região, pois hoje o Rio de Janeiro fica com quase a metade do valor distribuído em royalties.
Portal AMANHÃ - Como está o lobby junto ao governo federal para mudar a maneira como os royalties são distribuídos?
Quaresma - Bem, teria de haver uma sensibilização maior por parte da classe política - governadores, deputados estaduais e federais dos três Estados. Já discutimos este projeto aqui em Santa Catarina. Houve ação junto a parlamentares, mas é preciso ter um movimento maior por parte dos governos estaduais. E olha que isso não deixa de ser uma grande plataforma de trabalho para um candidato, pois é um negócio que só vai crescer.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ROYALTIES DO PRÉ SAL PARA SANTA CATARINA
ROYALTIES DO PRÉ SAL PARA SANTA CATARINA
JORNAL O GLOBO
Gabrielli defende melhor distribuição dos royalties no pré-sal
Plantão | Publicada em 09/11/2009 às 22h09m
Ramona Ordoñez
RIO - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendeu há pouco mudança na forma de distribuição do pagamento dos royalties para beneficiar os estados e municípios não produtores de petróleo. Em palestra no Clube de Engenharia no Rio, Gabrielli disse que, na exploração do pré-sal, os estados mais beneficiados serão o Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e, provavelmente, Santa Catarina, mas estados não produtores como o Acre poderiam receber um pouco mais.
- Acho que os critérios atuais deveriam ser mais equitativos. É claro que os estados onde a produção está localizada devem receber mais, é justo que eles recebam mais. Mas acho que é possível ter um pouco mais para os estados e municípios que não estão diretamente ligados à produção - disse Gabrielli.
Atualmente, os estados e municípios produtores ficam com 22,5% da receita dos royalties que são pagos pela produção de petróleo e gás no país. Segundo Gabrielli, neste momento ainda não é possível se prever qual será a oferta futura de gás natural que será produzido nos campos do pré-sal.
Isto porque segundo ele, a razão gás/óleo (o percentual de gás e de petróleo em um campo) é maior nos campos da Bacia de Santos do que os campos na Bacia de Campos. Ou seja, proporcionalmente o volume de gás é maior do que o volume de petróleo nos reservatórios do pré-sal.
- A razão gás/óleo é maior, mas a necessidade de injeção de gás nos campos é ainda maior. Tem relativamente mais gás do que o petróleo. Mas tudo isso vai depender do resultado dos Testes de Longa Duração (TLD) que estão sendo feitos em Tupi - explicou Gabrielli.
JORNAL O GLOBO
Gabrielli defende melhor distribuição dos royalties no pré-sal
Plantão | Publicada em 09/11/2009 às 22h09m
Ramona Ordoñez
RIO - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendeu há pouco mudança na forma de distribuição do pagamento dos royalties para beneficiar os estados e municípios não produtores de petróleo. Em palestra no Clube de Engenharia no Rio, Gabrielli disse que, na exploração do pré-sal, os estados mais beneficiados serão o Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e, provavelmente, Santa Catarina, mas estados não produtores como o Acre poderiam receber um pouco mais.
- Acho que os critérios atuais deveriam ser mais equitativos. É claro que os estados onde a produção está localizada devem receber mais, é justo que eles recebam mais. Mas acho que é possível ter um pouco mais para os estados e municípios que não estão diretamente ligados à produção - disse Gabrielli.
Atualmente, os estados e municípios produtores ficam com 22,5% da receita dos royalties que são pagos pela produção de petróleo e gás no país. Segundo Gabrielli, neste momento ainda não é possível se prever qual será a oferta futura de gás natural que será produzido nos campos do pré-sal.
Isto porque segundo ele, a razão gás/óleo (o percentual de gás e de petróleo em um campo) é maior nos campos da Bacia de Santos do que os campos na Bacia de Campos. Ou seja, proporcionalmente o volume de gás é maior do que o volume de petróleo nos reservatórios do pré-sal.
- A razão gás/óleo é maior, mas a necessidade de injeção de gás nos campos é ainda maior. Tem relativamente mais gás do que o petróleo. Mas tudo isso vai depender do resultado dos Testes de Longa Duração (TLD) que estão sendo feitos em Tupi - explicou Gabrielli.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
QUANDO VAMOS TER INVESTIMENTO EM ESTALEIROS EM SANTA CATARINA????

QUANDO VAMOS TER INVESTIMENTO EM ESTALEIROS EM SANTA CATARINA????
CENÁRIO BRASIL: Construção de 28 sondas em estaleiros nacionais
A Petrobrás confirmou que construirá 28 sondas para perfuração do pré-sal em indústrias nacionais. A entrega dos equipamentos só se dará entre 2013 e 2018 e em uma primeira fase serão construídas 9 sondas, sendo que 7 delas devem ser fabricadas em um único estaleiro. Estas informações foram divulgadas na cerimônia realizada na última sexta-feira (11/09), em Recife, que teve a presença do presidente Lula; do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli; além do presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O governo deve investir para a fabricação destas 28 sondas um total de R$ 4 bilhões. No evento foi decidido também a construção de 7 navios pela Transpetro com o Estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, que faz parte do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota) que terão um custo de cerca de US$ 1,5 bilhão. O projeto prevê a fabricação de 49 navios no Brasil que poderão gerar 40 mil empregos diretos e terão uma capacidade de 4 milhões de toneladas de porte bruto de transporte de óleo nas embarcações. Segundo a Transpetro, a frota brasileira de petroleiros é a quinta do mundo. Com esses investimentos públicos irá fazer renascer a indústria naval nacional e a marinha mercante que são setores importantes para o comércio de todos os países. (Jornal do Commércio/Redação)
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Quando vão mandar Sonda para Santa Catarina
Petrobras e estatal turca ratificam acordo
Durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Turquia, companhia e Turkish Petroleum Corporation ratificam acordo para cessão de sonda para operar no Mar Negro
A Petrobras, por meio de sua empresa Petrobras Oil & Gas B.V., e a estatal turca Turkish Petroleum Corporation (TPAO) ratificaram nesta sexta-feira (22/5) acordo para cessão de sonda que irá operar no Mar Negro. A cerimônia, realizada no Palácio Presidencial da República Turca, em Ankara, contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidência da Turquia.
Através do contrato assinado no último dia 30 de abril, a Petrobras autorizou a TPAO a fazer uso da sonda Leiv Eiriksson para perfuração de um de seus poços no Mar Negro, com a possibilidade de extensão para poços adicionais. A previsão é que a sonda chegue à Turquia no final de 2009, e as operações de perfuração sejam iniciadas no primeiro trimestre de 2010, no poço Sinop, no qual a Petrobras é operadora.
A ratificação do acordo, durante visita oficial do presidente Lula à Turquia, reforça as relações entre os dois países na busca por oportunidades de cooperação e novos investimentos. Também representa o esforço da Petrobras, juntamente com a TPAO, em avaliar o potencial petrolífero das águas profundas do Mar Negro, uma das últimas fronteiras petrolíferas do mundo.
Durante a visita da comitiva brasileira à Turquia, o diretor Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, participou, no dia 21 de maio, de conferência organizada pela Embaixada Brasileira e pelo Foreign Economic Relations Board, em Istambul. Na ocasião, Zelada apresentou as oportunidades de investimentos no Brasil e as atividades da companhia na Turquia.
O contrato da sonda Leiv Eiriksson foi assinado entre a Petrobras e a Ocean Rig, em 8 de abril, no qual a Petrobras adquiriu o direito de utilizar a unidade de perfuração no Mar Negro por um período de três anos.
A sonda foi construída em 2001 e é capaz de realizar operações de perfuração em profundidade de água de mais de dois mil metros, tendo capacidade total de perfuração de mais de nove mil metros. A sonda possui 119 metros de comprimento, 85 metros de largura e tem capacidade para acomodar até 140 pessoas.
Durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Turquia, companhia e Turkish Petroleum Corporation ratificam acordo para cessão de sonda para operar no Mar Negro
A Petrobras, por meio de sua empresa Petrobras Oil & Gas B.V., e a estatal turca Turkish Petroleum Corporation (TPAO) ratificaram nesta sexta-feira (22/5) acordo para cessão de sonda que irá operar no Mar Negro. A cerimônia, realizada no Palácio Presidencial da República Turca, em Ankara, contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidência da Turquia.
Através do contrato assinado no último dia 30 de abril, a Petrobras autorizou a TPAO a fazer uso da sonda Leiv Eiriksson para perfuração de um de seus poços no Mar Negro, com a possibilidade de extensão para poços adicionais. A previsão é que a sonda chegue à Turquia no final de 2009, e as operações de perfuração sejam iniciadas no primeiro trimestre de 2010, no poço Sinop, no qual a Petrobras é operadora.
A ratificação do acordo, durante visita oficial do presidente Lula à Turquia, reforça as relações entre os dois países na busca por oportunidades de cooperação e novos investimentos. Também representa o esforço da Petrobras, juntamente com a TPAO, em avaliar o potencial petrolífero das águas profundas do Mar Negro, uma das últimas fronteiras petrolíferas do mundo.
Durante a visita da comitiva brasileira à Turquia, o diretor Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, participou, no dia 21 de maio, de conferência organizada pela Embaixada Brasileira e pelo Foreign Economic Relations Board, em Istambul. Na ocasião, Zelada apresentou as oportunidades de investimentos no Brasil e as atividades da companhia na Turquia.
O contrato da sonda Leiv Eiriksson foi assinado entre a Petrobras e a Ocean Rig, em 8 de abril, no qual a Petrobras adquiriu o direito de utilizar a unidade de perfuração no Mar Negro por um período de três anos.
A sonda foi construída em 2001 e é capaz de realizar operações de perfuração em profundidade de água de mais de dois mil metros, tendo capacidade total de perfuração de mais de nove mil metros. A sonda possui 119 metros de comprimento, 85 metros de largura e tem capacidade para acomodar até 140 pessoas.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
TERMINAL DE GNL EM SANTA CATARINA
SENADORA, ESTAMOS PERDENDO INVESTIMENTO PARA O RIO GRANDE DO SUL???
Rio Grande sediará primeiro terminal de GNL “on shore” do Brasil-->
Dique seco, fábrica de cascos, construção e montagem de plataformas oceânicas, terminal e uma fábrica de celulose são alguns dos investimentos previstos para a região sul do Estado e anunciados em menos de três anos. A maioria destes empreendimentos está localizada em Rio Grande, que a cada dia se afasta cada vez mais da anunciada crise econômica internacional. A Petrobras garante a continuidade dos projetos, enquanto outras empresas procuram por espaço no Distrito Industrial, a fim de integrar o mais novo Pólo Naval do País que, nos próximos anos, se transformará ainda em centros de indústrias do setor metal-mecânico, além das de fertilizantes que atualmente já se encontram instaladas na área retroportuária.A nova pérola anunciada à mais antiga cidade do Rio Grande do Sul foi confirmada ontem pela governadora Yeda Crusius, em Porto Alegre. Trata-se da construção de um Projeto Integrado de Terminal de Recebimento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Porto do Rio Grande pela empresa Gás Energy New Ventures. A previsão de investimentos é superior a US$ 1,2 bilhão, devendo entrar em operação em três anos a contar da licença ambiental. A planta deverá ocupar uma área de aproximadamente 20 hectares, entre os postos Buffon e Ongaratto, na BR-392. Do investimento total de US$ 1,250 bilhão, US$ 800 milhões serão aplicados na termelétrica e US$ 450 milhões no Terminal de Regaseificação de GNL (Tergas).Durante a assinatura do protocolo de intenções, foi anunciada a criação de 1,2 mil empregos diretos e 4 mil vagas de forma indireta. Yeda Crusius ressaltou a importância do Porto e disse que o investimento é fruto da confiança gerada pelo Município. “É um projeto do Rio Grande, que constrói uma nova matriz energética para o país”, disse a governadora. O Rio Grande do Sul também será o primeiro Estado do Brasil a se credenciar para receber o gás vindo da camada pré-sal, GNL, de comercialização prevista para os anos de 2014 e 2015. A intenção ainda é viabilizar a construção de um gasoduto entre o Terminal e Porto Alegre (são apenas 300 quilômetros de distância), ou Pelotas, Bagé e outras regiões. O seu volume de gás será três vezes superior ao vindo do Estado pelo gasoduto Bolívia/Brasil.Conforme o sócio-diretor do consórcio GásEnergy, Marco Aurélio Tavares, depois da conclusão dos investimentos, serão criados 200 postos fixos de trabalho. Segundo ele, o terminal pode ser duplicado ou triplicado rapidamente em acordo com as necessidades de energia. Em 2009 a GásEnergy participará do leilão de energia nova da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrega entre os anos de 2012 e 2013.No que consiste o TerminalO Terminal de Regaseificação de GNL do Rio Grande (Tergas) e a Usina Termelétrica do Rio Grande (UTE Rio Grande) constitui-se no primeiro terminal “on shore” (em terra firme) no Brasil e o segundo na América do Sul. Com capacidade inicial de processar 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, o Tergas receberá cerca de três vezes o volume de gás que o Rio Grande do Sul hoje traz por gasoduto, criando uma alternativa de recebimento de gás natural, essencial para a estabilidade e o crescimento da economia do Estado.A UTE Rio Grande é uma alternativa na geração de energia no Estado, com uma potência instalada em escala internacional de 1.000 MW, propiciando a competitividade para introduzir nos leilões de energia nova uma solução econômica e ambientalmente mais completa que outras contratadas recentemente.A Gás Energy New Ventures terá como parceiros no grupo desenvolvedor do Tergás, o Fundo InfraBrasil/Santander e a Avir Geração de Energia. Na UTE Rio Grande, os parceiros são a Omega Engenharia e a General Eletric do Brasil.Rio Grande recebe hoje técnicos da Gás EnergyLogo após a assinatura do protocolo de intenções, a comitiva municipal que se encontrava na Capital participou de uma reunião com técnicos da Gás Energy New Ventures. De acordo com o prefeito Janir Branco, os profissionais participam hoje da reunião-almoço promovida na Câmara de Comércio, que deverá contar também com a presença dos secretários estaduais Márcio Biolchi (Desenvolvimento e Assuntos Internacionais) e Daniel Andrade (Infra-estrutura e Logística).Em seguida, os técnicos se deslocam ao Distrito Industrial objetivando conhecer o local onde a planta de GNL será instalada. “A reunião abordou detalhes sobre o projeto a ser instalado em uma área do Distrito Industrial, passível ao Estado. O encontro contou com a presença da Fepam, que prometeu agilidade no processo de liberação das licenças ambientais”, explica.Quanto ao empreendimento, Janir Branco comemora a mais recente conquista da cidade. “As secretarias ligadas ao grupo de trabalho estão atentas às mudanças. É preciso saber os reflexos que a planta de GNL e a termelétrica irão causar ao Município para que a Prefeitura possa atender a nova demanda”, diz o chefe do Executivo.Para ele, a construção do terminal valoriza o potencial energético do Brasil, sobretudo o do Porto do Rio Grande. “A energia irá garantir não só o produto às empresas que hoje já se encontram instaladas no Distrito Industrial, mas abre portas para que novas indústrias venham para Rio Grande, o que oportuniza a captação de novas indústrias como a Gerdau”, declara Janir Branco.Cidade precisará do auxílio do EstadoA planta de GNL no Município será um projeto realizado em parceria com o governo do Estado que, segundo o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Paulo Cuchiara, deverá auxiliar na infra-estrutura do Município. “Não temos esclarecimentos específicos sobre os reflexos a serem causados pelo investimento. No entanto, o projeto prevê a geração de um número considerável de empregos e, para tanto, a cidade precisa estar preparada”, explica o secretário.Cuchiara avalia a necessidade de o governo fazer parte deste trabalho em vista à ampliação da infra-estrutura local. Segundo ele, as áreas que mais necessitam de investimentos são as da Saúde, Educação e Infra-estrutura (esgoto, sistema viário). “Hoje a WTorre entrou com o projeto visando à construção das primeiras 2,6 mil casas no Distrito Industrial, o que auxiliará para diminuir o déficit ligado à habitação. No entanto, é preciso ampliar escolas e o número de leitos hospitalares, além de criar ou aumentar o pronto-socorro, pois a população crescerá nos próximos anos”, fala ele. Para isso, Cuchiara diz que a Prefeitura já dispõe de projetos para estas áreas, mas o Estado terá que contribuir. Entretanto, a Secretaria Estadual de Educação prevê o fechamento de escolas na cidade como a Presidente Vargas.Deputado diz que investimento será a redenção da cidadeO deputado estadual Sandro Boka (PMDB), um dos primeiros a levantar a bandeira pela construção de uma planta de GNL no Estado, diz que as tratativas iniciaram há um ano, quando coordenou a Comissão de Representação Externa criada na Assembléia Legislativa visando a tratar do assunto. Para ele, a concretização do empreendimento transformará o Porto do Rio Grande em um dos locais mais receptivos à atração de grandes investimentos, colocando o Município na rota de empresas do setor metal-mecânico. “O Pólo Naval iniciou a consolidação econômica da cidade e do Rio Grande do Sul, mas os novos empreendimentos apontam para a redenção do Rio Grande”, declara.(Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS)
Rio Grande sediará primeiro terminal de GNL “on shore” do Brasil-->
Dique seco, fábrica de cascos, construção e montagem de plataformas oceânicas, terminal e uma fábrica de celulose são alguns dos investimentos previstos para a região sul do Estado e anunciados em menos de três anos. A maioria destes empreendimentos está localizada em Rio Grande, que a cada dia se afasta cada vez mais da anunciada crise econômica internacional. A Petrobras garante a continuidade dos projetos, enquanto outras empresas procuram por espaço no Distrito Industrial, a fim de integrar o mais novo Pólo Naval do País que, nos próximos anos, se transformará ainda em centros de indústrias do setor metal-mecânico, além das de fertilizantes que atualmente já se encontram instaladas na área retroportuária.A nova pérola anunciada à mais antiga cidade do Rio Grande do Sul foi confirmada ontem pela governadora Yeda Crusius, em Porto Alegre. Trata-se da construção de um Projeto Integrado de Terminal de Recebimento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Porto do Rio Grande pela empresa Gás Energy New Ventures. A previsão de investimentos é superior a US$ 1,2 bilhão, devendo entrar em operação em três anos a contar da licença ambiental. A planta deverá ocupar uma área de aproximadamente 20 hectares, entre os postos Buffon e Ongaratto, na BR-392. Do investimento total de US$ 1,250 bilhão, US$ 800 milhões serão aplicados na termelétrica e US$ 450 milhões no Terminal de Regaseificação de GNL (Tergas).Durante a assinatura do protocolo de intenções, foi anunciada a criação de 1,2 mil empregos diretos e 4 mil vagas de forma indireta. Yeda Crusius ressaltou a importância do Porto e disse que o investimento é fruto da confiança gerada pelo Município. “É um projeto do Rio Grande, que constrói uma nova matriz energética para o país”, disse a governadora. O Rio Grande do Sul também será o primeiro Estado do Brasil a se credenciar para receber o gás vindo da camada pré-sal, GNL, de comercialização prevista para os anos de 2014 e 2015. A intenção ainda é viabilizar a construção de um gasoduto entre o Terminal e Porto Alegre (são apenas 300 quilômetros de distância), ou Pelotas, Bagé e outras regiões. O seu volume de gás será três vezes superior ao vindo do Estado pelo gasoduto Bolívia/Brasil.Conforme o sócio-diretor do consórcio GásEnergy, Marco Aurélio Tavares, depois da conclusão dos investimentos, serão criados 200 postos fixos de trabalho. Segundo ele, o terminal pode ser duplicado ou triplicado rapidamente em acordo com as necessidades de energia. Em 2009 a GásEnergy participará do leilão de energia nova da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrega entre os anos de 2012 e 2013.No que consiste o TerminalO Terminal de Regaseificação de GNL do Rio Grande (Tergas) e a Usina Termelétrica do Rio Grande (UTE Rio Grande) constitui-se no primeiro terminal “on shore” (em terra firme) no Brasil e o segundo na América do Sul. Com capacidade inicial de processar 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, o Tergas receberá cerca de três vezes o volume de gás que o Rio Grande do Sul hoje traz por gasoduto, criando uma alternativa de recebimento de gás natural, essencial para a estabilidade e o crescimento da economia do Estado.A UTE Rio Grande é uma alternativa na geração de energia no Estado, com uma potência instalada em escala internacional de 1.000 MW, propiciando a competitividade para introduzir nos leilões de energia nova uma solução econômica e ambientalmente mais completa que outras contratadas recentemente.A Gás Energy New Ventures terá como parceiros no grupo desenvolvedor do Tergás, o Fundo InfraBrasil/Santander e a Avir Geração de Energia. Na UTE Rio Grande, os parceiros são a Omega Engenharia e a General Eletric do Brasil.Rio Grande recebe hoje técnicos da Gás EnergyLogo após a assinatura do protocolo de intenções, a comitiva municipal que se encontrava na Capital participou de uma reunião com técnicos da Gás Energy New Ventures. De acordo com o prefeito Janir Branco, os profissionais participam hoje da reunião-almoço promovida na Câmara de Comércio, que deverá contar também com a presença dos secretários estaduais Márcio Biolchi (Desenvolvimento e Assuntos Internacionais) e Daniel Andrade (Infra-estrutura e Logística).Em seguida, os técnicos se deslocam ao Distrito Industrial objetivando conhecer o local onde a planta de GNL será instalada. “A reunião abordou detalhes sobre o projeto a ser instalado em uma área do Distrito Industrial, passível ao Estado. O encontro contou com a presença da Fepam, que prometeu agilidade no processo de liberação das licenças ambientais”, explica.Quanto ao empreendimento, Janir Branco comemora a mais recente conquista da cidade. “As secretarias ligadas ao grupo de trabalho estão atentas às mudanças. É preciso saber os reflexos que a planta de GNL e a termelétrica irão causar ao Município para que a Prefeitura possa atender a nova demanda”, diz o chefe do Executivo.Para ele, a construção do terminal valoriza o potencial energético do Brasil, sobretudo o do Porto do Rio Grande. “A energia irá garantir não só o produto às empresas que hoje já se encontram instaladas no Distrito Industrial, mas abre portas para que novas indústrias venham para Rio Grande, o que oportuniza a captação de novas indústrias como a Gerdau”, declara Janir Branco.Cidade precisará do auxílio do EstadoA planta de GNL no Município será um projeto realizado em parceria com o governo do Estado que, segundo o secretário municipal de Coordenação e Planejamento, Paulo Cuchiara, deverá auxiliar na infra-estrutura do Município. “Não temos esclarecimentos específicos sobre os reflexos a serem causados pelo investimento. No entanto, o projeto prevê a geração de um número considerável de empregos e, para tanto, a cidade precisa estar preparada”, explica o secretário.Cuchiara avalia a necessidade de o governo fazer parte deste trabalho em vista à ampliação da infra-estrutura local. Segundo ele, as áreas que mais necessitam de investimentos são as da Saúde, Educação e Infra-estrutura (esgoto, sistema viário). “Hoje a WTorre entrou com o projeto visando à construção das primeiras 2,6 mil casas no Distrito Industrial, o que auxiliará para diminuir o déficit ligado à habitação. No entanto, é preciso ampliar escolas e o número de leitos hospitalares, além de criar ou aumentar o pronto-socorro, pois a população crescerá nos próximos anos”, fala ele. Para isso, Cuchiara diz que a Prefeitura já dispõe de projetos para estas áreas, mas o Estado terá que contribuir. Entretanto, a Secretaria Estadual de Educação prevê o fechamento de escolas na cidade como a Presidente Vargas.Deputado diz que investimento será a redenção da cidadeO deputado estadual Sandro Boka (PMDB), um dos primeiros a levantar a bandeira pela construção de uma planta de GNL no Estado, diz que as tratativas iniciaram há um ano, quando coordenou a Comissão de Representação Externa criada na Assembléia Legislativa visando a tratar do assunto. Para ele, a concretização do empreendimento transformará o Porto do Rio Grande em um dos locais mais receptivos à atração de grandes investimentos, colocando o Município na rota de empresas do setor metal-mecânico. “O Pólo Naval iniciou a consolidação econômica da cidade e do Rio Grande do Sul, mas os novos empreendimentos apontam para a redenção do Rio Grande”, declara.(Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS)
terça-feira, 7 de abril de 2009
Revista britânica reconhece equívoco em privatizações da era FHC
Fora do Brasil reconhecem, aqui a imprensa esconde! Revista britânica reconhece equívoco em privatizações da era FHC .
Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil". A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar. "Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas. Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas não 'triturado', destacou o texto. A matéria também sustenta que, na comparação com seu passado recente e na comparação com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. "O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", diz o texto. O texto aponta ainda que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. "Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais. Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica", afirma o texto. Ao analisar a matéria, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil tem fôlego para enfrentar a crise mundial por conta da resistência contra a onda de privatização que aconteceu na América Latina. "Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge da crise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos. Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada", afirmou. Segundo ele, a privatização de empresas de energia e de telecomunicações no governo FHC teve consequências desastrosas. "Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo governo anterior. O governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil".
Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil". A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar. "Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas. Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas não 'triturado', destacou o texto. A matéria também sustenta que, na comparação com seu passado recente e na comparação com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. "O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", diz o texto. O texto aponta ainda que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. "Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais. Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica", afirma o texto. Ao analisar a matéria, o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil tem fôlego para enfrentar a crise mundial por conta da resistência contra a onda de privatização que aconteceu na América Latina. "Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge da crise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos. Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada", afirmou. Segundo ele, a privatização de empresas de energia e de telecomunicações no governo FHC teve consequências desastrosas. "Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo governo anterior. O governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil".
segunda-feira, 9 de março de 2009
UTGC para Santa Catarina
São Francisco do Sul-SC, tem uma área de 750.000 metros quadrados esperando a nossa UTGC. O investimento na UTGC do Espirito Santo foi de R$ 2,6 bilhões. Na construção desta UTGC, iniciada em 2003, foram gerados mais de 3.200 empregos.
Pergunto? O QUE OS PARLAMENTARES DE SANTA CATARINA ESTÃO ESPERANDO PARA TRAZER ESTE INVESTIMENTO PARA SANTA CATARINA?
PETROBRÁS INAUGURA UNIDADE DE GÁS NO ESPIRITO SANTO
A Petrobrás inaugurará sexta-feira, dia 6, a segunda fase da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), no município de Linhares (ES). A solenidade contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Pólo Cacimbas, composto pela Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas e pela Estação de Processamento de Lagoa Parda, terá capacidade para processar, a partir deste mês, 11 milhões de m³ de gás e 15 mil barris por dia de condensado (óleo associado ao gás) de petróleo."O Pólo processará gás natural tanto dos campos terrestres do Norte Capixaba quanto dos marítimos, como Peroá, Cangoá, Golfinho, Canapu e Camarupim. Futuramente, com a construção do gasoduto Sul / Norte Capixaba, poderá, também, receber gás do Parque das Baleias, no Litoral Sul do estado", explicou o gerente geral de E&P da Petrobras no Espírito Santo, Márcio Félix Carvalho Bezerra, em entrevista nesta quinta-feira, em Vitória."Com a conclusão das obras da Fase 3, prevista para o segundo semestre deste ano, o Pólo Cacimbas terá capacidade para processar até 18 milhões de m³/dia de gás natural e 34 mil barris/dia de condensado de petróleo. Simultaneamente à Fase 3, estão sendo implementados os projetos de produção dos campos de gás de Canapu e Camarupim", disse ainda o gerente Márcio Félix. Os investimentos totais da Petrobras no Espírito Santo alcançarão R$ 34,4 bilhões até 2013, dos quais R$ 6 bilhões em 2009. Só no Pólo Cacimbas, até dezembro de 2008 foram investidos aproximadamente R$ 2,4 bilhões. Com a conclusão da Fase 3, até o final deste ano, as aplicações alcançarão R$ 2,6 bilhões. Na construção da UTGC, iniciada em 2003, foram gerados 3.200 empregos. A unidade começou a operar e m 2006, com o funcionamento de uma unidade que trata o gás e faz a separação do vapor de água. "O Pólo Cacimbas está estrategicamente interligado ao Gasene (Gasoduto Sudeste- Nordeste) e escoa gás para os mercados do Espírito Santo e Rio de Janeiro desde 2008", informou Márcio Félix.Com a conclusão do trecho Cacimbas-Catu, o gás do Espírito Santo atenderá a parte da demanda do nordeste. Novos investimentos estão programados para Cacimbas, incluindo a construção de duas termoelétricas. No Pólo também serão produzidos gás de cozinha (GLP) e condensado.(Agência Petrobrás de Notícias)
Pergunto? O QUE OS PARLAMENTARES DE SANTA CATARINA ESTÃO ESPERANDO PARA TRAZER ESTE INVESTIMENTO PARA SANTA CATARINA?
PETROBRÁS INAUGURA UNIDADE DE GÁS NO ESPIRITO SANTO
A Petrobrás inaugurará sexta-feira, dia 6, a segunda fase da Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), no município de Linhares (ES). A solenidade contará com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O Pólo Cacimbas, composto pela Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas e pela Estação de Processamento de Lagoa Parda, terá capacidade para processar, a partir deste mês, 11 milhões de m³ de gás e 15 mil barris por dia de condensado (óleo associado ao gás) de petróleo."O Pólo processará gás natural tanto dos campos terrestres do Norte Capixaba quanto dos marítimos, como Peroá, Cangoá, Golfinho, Canapu e Camarupim. Futuramente, com a construção do gasoduto Sul / Norte Capixaba, poderá, também, receber gás do Parque das Baleias, no Litoral Sul do estado", explicou o gerente geral de E&P da Petrobras no Espírito Santo, Márcio Félix Carvalho Bezerra, em entrevista nesta quinta-feira, em Vitória."Com a conclusão das obras da Fase 3, prevista para o segundo semestre deste ano, o Pólo Cacimbas terá capacidade para processar até 18 milhões de m³/dia de gás natural e 34 mil barris/dia de condensado de petróleo. Simultaneamente à Fase 3, estão sendo implementados os projetos de produção dos campos de gás de Canapu e Camarupim", disse ainda o gerente Márcio Félix. Os investimentos totais da Petrobras no Espírito Santo alcançarão R$ 34,4 bilhões até 2013, dos quais R$ 6 bilhões em 2009. Só no Pólo Cacimbas, até dezembro de 2008 foram investidos aproximadamente R$ 2,4 bilhões. Com a conclusão da Fase 3, até o final deste ano, as aplicações alcançarão R$ 2,6 bilhões. Na construção da UTGC, iniciada em 2003, foram gerados 3.200 empregos. A unidade começou a operar e m 2006, com o funcionamento de uma unidade que trata o gás e faz a separação do vapor de água. "O Pólo Cacimbas está estrategicamente interligado ao Gasene (Gasoduto Sudeste- Nordeste) e escoa gás para os mercados do Espírito Santo e Rio de Janeiro desde 2008", informou Márcio Félix.Com a conclusão do trecho Cacimbas-Catu, o gás do Espírito Santo atenderá a parte da demanda do nordeste. Novos investimentos estão programados para Cacimbas, incluindo a construção de duas termoelétricas. No Pólo também serão produzidos gás de cozinha (GLP) e condensado.(Agência Petrobrás de Notícias)
terça-feira, 3 de março de 2009
ROYALTIES
O QUE SANTA CATARINA ESTÁ ESPERANDO PARA TAMBÉM RECEBER ROYALTIES???
Repasse dos royalties ao RN é superior a R$ 18 milhões
Mossoró liderou a lista dos municípios que mais receberam o benefício, com um total de R$ 1,26 mi, seguido de Macau com 1,21 mi e Guamaré com R$ 1,13 mi
A atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural na Bacia Potiguar rendeu ao Rio Grande do Norte R$ 18,63 milhões em royalties no mês de janeiro. Do total, o Governo do Estado recebeu R$ 10,05 milhões, enquanto 95 municípios ficaram com R$ 8,57 milhões.
Mossoró liderou a lista dos municípios que mais recebeu o benefício, com um total de R$ 1,26 milhão, seguido de Macau com 1,21 milhões e Guamaré com R$ 1,13 milhão.
No Rio Grande do Norte, 95 municípios recebem repasses da Petrobras, dos quais 16 são produtores de petróleo e gás. Goianinha, Ielmo Marinho e Macaíba, que têm instalações de medição e transferência de petróleo e/ou gás, receberam no ano, R$ 804 mil.
Repasse dos royalties ao RN é superior a R$ 18 milhões
Mossoró liderou a lista dos municípios que mais receberam o benefício, com um total de R$ 1,26 mi, seguido de Macau com 1,21 mi e Guamaré com R$ 1,13 mi
A atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural na Bacia Potiguar rendeu ao Rio Grande do Norte R$ 18,63 milhões em royalties no mês de janeiro. Do total, o Governo do Estado recebeu R$ 10,05 milhões, enquanto 95 municípios ficaram com R$ 8,57 milhões.
Mossoró liderou a lista dos municípios que mais recebeu o benefício, com um total de R$ 1,26 milhão, seguido de Macau com 1,21 milhões e Guamaré com R$ 1,13 milhão.
No Rio Grande do Norte, 95 municípios recebem repasses da Petrobras, dos quais 16 são produtores de petróleo e gás. Goianinha, Ielmo Marinho e Macaíba, que têm instalações de medição e transferência de petróleo e/ou gás, receberam no ano, R$ 804 mil.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
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